Rede pública da capital oferece métodos contraceptivos e orientação sobre saúde sexual; ações nas escolas aproximam os serviços dos jovens
Como obter orientação e contraceptivos
Nas unidades básicas de saúde (UBSs), os preservativos podem ser retirados na entrada, sem necessidade de solicitação a um profissional. Há, ainda, pílulas e injeções anticoncepcionais, dispositivo intrauterino (DIU) e implante contraceptivo, conhecido como Implanon.
Em 2026, foram colocados mais de 30 mil implantes contraceptivos no DF, sendo mais de seis mil em adolescentes. Quando chegam à unidade, os profissionais explicam como cada método funciona, seus possíveis efeitos colaterais e a forma correta de uso. A escolha é compartilhada de acordo com as necessidades da paciente e a avaliação da equipe de saúde.
O atendimento respeita o sigilo profissional e também pode incluir testes para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e início do pré-natal, quando necessário. Os adolescentes do sexo masculino também recebem orientação sobre saúde sexual e planejamento reprodutivo.
Informação também chega às escolas
Parte das ações ocorre fora de unidades de saúde. Em Ceilândia, por exemplo, o projeto Escolhas, vinculado ao Programa Saúde na Escola (PSE), leva informações sobre saúde sexual e reprodutiva aos estudantes.
A iniciativa aproxima as equipes dos adolescentes que nem sempre procuram uma UBS. Os encontros abordam métodos contraceptivos, prevenção de ISTs, consentimento, violência, higiene íntima e uso de álcool, cigarro e outras drogas.
Essas atividades também incentivam os jovens a pensar sobre seus planos para o futuro e sobre como uma gravidez na adolescência pode interferir nesses projetos.
A participação de servidores jovens e estudantes de cursos superiores da área da saúde ajuda a criar um ambiente acolhedor, com linguagem acessível e espaço para perguntas sem julgamentos. 
Cuidado e proteção
Os profissionais também são orientados a identificar situações de violência e a encaminhar os pacientes aos serviços especializados. Veja, neste link, onde buscar atendimento em casos de violência.
*Com informações da SES-DF




